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Não Ameis o Mundo PDF Imprimir E-mail
  
Ter, 25 de Março de 2008 11:36

Não Ameis o Mundo

Está aberto aos olhos de todos o que o adversário tem feito para perverter e denegrir a imagem humana, a parte sublime da criação Divina. Com o passar do tempo às estratégias mudam, mas o plano continua sendo o mesmo; destruir o homem. Nosso país vive uma faze de libertinagem e demência juvenil sem precedentes. Rebeldia familiar, sexo, drogas, gravidez precoce, etc., esse é o modelo de sociedade que o inimigo quer impor.

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Amado(a) leitor(a), seja você jovem ou não, quero que entenda que “um” dos objetivos do diabo é comprometer ao máximo o futuro dos jovens, para que, mesmo que se convertam, tenham filhos de relacionamentos fracassados, ficha criminal, raízes profundas do passado. Lógico que isso não faz com que percam a salvação, mas compromete (não impede) a instrumentalidade na Obra de Deus. Nosso estudo tem como objetivo alertar o jovem cristão a não amar e não ser conivente com o mundo, pois a amizade com o mundo significa inimizade para com Deus (Tg 4: 4), e compreender o que de fato a Bíblia quer dizer quando se refere ao “mundo”.

I João 2: 15 - 17

15 Não ameis o mundo, nem o que no mundo há. Se alguém ama o mundo, o amor do Pai não está nele. 16 Porque tudo o que há no mundo, a concupiscência da carne, a concupiscência dos olhos e a soberba da vida, não é do Pai, mas do mundo. 17 E o mundo passa, e a sua concupiscência; mas aquele que faz a vontade de Deus permanece para sempre.

(Nota Dicionário: concupiscências. f. 1. Grande desejo de bens ou gozos materiais. 2. Apetite sexual.)

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O que é o mundo?

Qual a sua origem e quem foi o seu criador?

Por que Deus nos adverte com tanta veemência para que não o amemos?

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1 – A palavra MUNDO é muito usada no Novo Testamento e o apóstolo João faz largo uso dela. A palavra mundo no grego clássico é KOSMOS, e é usada em três sentidos diferentes:

a) Como universo material, o mundo todo, esta terra – At 17: 24 ; Mt 13: 35 ; Jo 1: 10 ; Mc 16: 15.

b) Como os habitantes do mundo – Jo 1: 10 ; J0 3: 16 ; Jo 12: 19 ; Jo 17: 21. Como a raça inteira dos homens separados de Deus e hostis ao Evangelho de Jesus – Heb 11: 38 ; Jo 14: 17 e 27 ; Jo 15: 18.

c) Como coisas e assuntos mundanos, todo o círculo de bens, talentos, riquezas, vantagens e prazeres mundanos que embora vazios e transitórios, excitam nossos desejos e nos afastam de Deus, sendo pois obstáculo à sua Obra – I Jo 2: 15 ; I Jo 3: 17 ; Mt 16: 26 ; I Co 7: 31 ; I Co 2: 12 ; I Co 3: 19 ; I Co 7: 31 ; Tito 2: 12 ; II Pe 1: 4 II Pe 2: 20 e Tg 1: 27.

2 – No princípio Deus criou o universo (Kosmos) e a terra fazia parte deste universo, nela Deus colocou o homem que era puro e inocente. Não se vê nenhuma menção acerca do “mundo”, como o conhecemos hoje, neste universo criado por Deus. No entanto, quando o homem pecou contra o Senhor, através de sua desobediência, o inimigo encontrou a porta aberta para introduzir no universo criado por Deus e na vida do homem, o seu sistema mundano de coisas que foi se desenvolvendo com o passar do tempo, progredindo em direção ao seu próprio interesse até chegar ao estado que se vê hoje em dia. Assim o adversário criou um sistema de coisas cujo príncipe e soberano é ele mesmo.

No livro de Gênesis não encontramos no Jardim do Éden qualquer menção à tecnologia ou instrumentos mecânicos. Após a queda, porém, vemos surgir entre os descendentes de Caim alguém lidando com instrumentos cortantes de ferro e bronze. Depois outro começa a desenvolver a música e as artes, e ainda outro envolvido com a agricultura e a pecuária Gn 4: 20 – 22.

3 – As bases ou fundamentos deste sistema mundano criado pelo adversário são basicamente três, vejamos:

a) A concupiscência da carne;

b) A concupiscência dos olhos;

c) A soberba da vida.

Estas três formas de opressão são usadas pelo inimigo desde o princípio até os dias de hoje para prender o homem e escravizá-lo no seu sistema. A Bíblia mostra que no Jardim do Éden o inimigo procurou envolver Adão e Eva nestas três coisas, e obteve êxito. Mais tarde, tentou fazer o mesmo com o Senhor Jesus e foi derrotado.

Hoje em dia tudo no mundo gira em torno destas três coisas fundamentais. O inimigo mantém o homem escravizado dentro de uma ou de todas estas esferas, as quais por sua vez se apresentam através de facetas múltiplas, compondo assim um sistema hostil e de tendências contrárias a Deus e à sua vontade. Por isso o Senhor nos alerta solenemente: Não ameis o mundo, nem o que nele há... Tudo que existe neste sistema, por mais inocente que pareça ser, pertence ao mundo e está sendo controlado pela mente do inimigo. Se fizermos um exame minucioso, vamos descobrir que coisas tais como: música, artes, folclores, Internet (prostituição, adultério, aliciamento infantil), religião, educação (filosofias, teorias evolucionistas), ciências, etc., fazem parte do sistema mundano e caminham numa direção oposta ao Senhor e favorável ao adversário.

4 – Quando Jesus entrou em Jerusalém montado num jumentinho, a multidão que o seguia e louvava, pensava que Ele iria libertar Israel do jugo de Roma. Mas o Senhor ao invés de confirmar esta expectativa, falou claramente acerca de sua morte na cruz ainda naqueles dias. Para muitos foi uma decepção ouvir aquelas palavras, mas Jesus estava trazendo a todos uma maravilhosa esperança; sólida e firme. Ele estava anunciando uma mudança de domínio, mais radical e abrangente do que aquela que era esperada pelo povo de Israel. Jesus afirmou solenemente que através de sua morte e ressurreição, iria julgar o mundo e expulsar o seu príncipe – Jo 12: 31, 32. O grão de trigo iria cair na terra e produzir uma nova geração de homens e mulheres que não seriam mais escravos daquele sistema maligno que os dominava, mas seriam participantes de um novo reino de justiça, baseado na livre aliança com o Senhor. Através de cordas de amor, seus corações seriam atraídos para longe daquele mundo sob julgamento, para o lado de Jesus, o qual, embora tenha sido levantado para morrer, por esse mesmo ato foi levantado para reinar. Desta forma o mundo como sistema hostil a Deus teve o seu julgamento. Isto não quer dizer que a terra e seus habitantes foram julgados naquele momento; para eles o juízo ainda está por vir.

5 – É através da salvação que nós escapamos do mundo. Para muitos, salvação significa livramento do inferno para viver no céu, ou libertar-se do pecado para viver em santidade. A salvação é algo dinâmico, que deve se renovar a cada instante. Não se trata simplesmente de uma questão de inferno evitado ou de pecados perdoados, mas precisa ser encarado mais em termos de um sistema do qual saímos. Quando somos salvos, fazemos nosso êxodo de um mundo inteiro cujo dominador é o próprio adversário, para outro cujo Senhor é Jesus – Cl 1: 13. Vejamos o exemplo do povo de Israel no Egito, que é tipo do mundo. Eles foram literalmente tirados de lá pela mão de Deus, para caminharem em direção à Terra Prometida. Já no deserto o Senhor se revelou e com eles fez aliança. Muitos morreram no deserto porque mantiveram seus corações no Egito. Somente aqueles que saíram de fato, conseguiram se salvar realmente. Desta forma entendemos que salvação significa sair deste domínio, deste sistema corrupto e organizado que se opõe à Obra Redentora de Deus.

Muitos hoje confessam que crêem em Jesus, mas permanecem totalmente ou parcialmente envolvidos com o mundo, refugiando-se numa religião sem perceber que ela mesma faz parte deste sistema, pois onde quer que o poder natural do homem domine, existe neste sistema um elemento sob a inspiração do inimigo. O apóstolo Paulo disse: “Não vos conformeis com este mundo, mas transformai-vos pela renovação do vosso entendimento” – Rom 12: 2. Salvação é isto; é não pertencer ao padrão de coisas do adversário, é colocar o coração naquilo que é de Deus, é tomar como objetivo seu propósito eterno em Jesus, é caminhar para este propósito e ser liberto a todo instante do domínio e influência do mundo e de tudo o que nele há, pois o mundo passa, e a sua concupiscência; mas o que faz a vontade de Deus permanece para sempre.

Nosso objetivo é este, mostrar que existe um “sistema” aprisionando o homem, em particular os jovens. A juventude é uma fantástica fase da vida, faz parte do amadurecimento. A natureza faz com que seus frutos amadureçam por fases, e como diz a Palavra; “tudo fez Deus formoso no seu devido tempo” Ec 3: 11 Muitos jovens estão queimando esta fase, do verde ao podre, comprometendo sua vida. Minha particular alegria é que existe um povo valoroso, jovens que como Daniel, preferem “legumes e água” e não estão se contaminado com o banquete que o mundo está oferecendo.

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CONCLUSÃO – A palavra usada no grego para designar a igreja é EKKLESIA, que é a junção do termo EK = para fora de, com o termo KLESIA = chamada. Assim vemos que a verdadeira igreja é aquela que foi chamada para fora do mundo, isto é, foi separada do sistema mundano para pertencer e servir ao Senhor Jesus. Louvado seja Deus, pois muitos estão ouvindo a voz do Espírito e despertando para uma nova vida. Viver neste mundo é uma coisa, ser dependente de seus prazeres, usos e costumes é outra. Quem ama não separa, não fica distante, mas nós rompemos com o mundo exatamente por “amar a Cristo”.

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Flávio M. Oliveira.

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